segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"Aí, veio meu pai, e me salvou." Via Grêmio Libertador

Gurizada, vi esse texto aqui no Grêmio Libertador. Fiquei muito impressionado com a história e estou aqui postando. Boa leitura!

"Aí, meu pai veio e me salvou."

Gosto de histórias pessoais para falar do nosso Grêmio. Vou contar uma que se passou comigo uns anos atrás.

Embora pareça mentira, tenho um filho de 12 anos chamado Mateus. Muito inteligente e também muito bonito (vai dar trabalho). Quando vim morar em Porto Alegre, cheguei em formato família. Mas, como na maioria dos jovens casais a união não prosperou muito tempo e o Mateus e sua mãe voltaram para minha cidade natal, Santa Maria.

Foi um período muito difícil, sempre fui muito ligado a ele e até hoje sinto muita falta. Tentava ser mais presente possível estando à distância. Bem, mas não é sobre isso que quero escrever.

Quando ele foi morar em Santa Maria, foi para a casa dos seus avós maternos, onde viviam 2 grandes amigos e ex-cunhados. Que por azar do destino, torcem para os amargos. Eu, que sentia falta da presença e companhia do meu filho, estava apavorado com a perspectiva iminente dele se transformar em algo vermelho.

Pavor, pavor, pavor. E meu pavor aumentou no ano de 2006. Tudo era sobrecarregado de 100% de magenta + 100% de amarelo. Aquela infeliz cor ia entrar de vez na minha vida pela porta da frente e no mais precioso ser.

Passou 2006, minhas tentativas de conversa se tornavam desesperadas. O meu filho, meu melhor amigo ia virar algo que eu não gostaria que fosse. Quando tudo parecia se esgotar, busquei ele em Santa Maria e o trouxe ao Monumental. Era final do gauchão. Grêmio e Juventude.

Seus olhos começaram a brilhar quando ele viu a massa vestindo o cintilante azul, o preto e o branco. Perguntei inocentemente “Filho, tu quer uma camiseta do Grêmio?” De pronto ele respondeu “SIM! Quero!” Aquele desespero anterior começara a se dissipar.

Dentro do estádio, estávamos próximos da Geral ele brindava tudo aquilo que acontecia, o verde do gramado, os jogadores correndo, a torcida cantando e pulando sem parar. E o melhor, 4 gols do Tricolor. Grêmio Campeão Gaúcho de 2007. Ok, foi um gauchão, mas para mim foi um mundial.

Anos depois, meu pai (gremista) ouviu uma conversa entre meu filho e um amiguinho dele, enquanto os dois brincavam e uma frase ficou gravada na mente do avô coruja. Meu filho falou para seu amigo “Sabe, eu estava virando c****ado. Meus tios estavam me convencendo. Mas aí, veio o meu pai e me salvou.”.

Muita gente vai dizer, ele nunca viu um título de importância, nunca viu o time ser campeão da américa, do mundo, etc. Mas eu respondo, que ele pode ver a todo final de semana, o time mais aguerrido, a camiseta mais bonita, o manto mais pesado, das mais respeitadas do mundo e uma torcida apaixonada como não existe no nosso País. E certamente ele vai ter por toda vida, o amor incondicional pelo Grêmio, o mesmo que eu tenho por ele, mesmo caso ele tivesse ido para os lados de lá.



Peço a todos os Gremistas que depois de lerem esse post, salvem um moleque, uma menina, e dêem a eles essa chance de fazerem parte dessa nossa mística. Pois depois que todos nós formos, serão eles que carregarão o Grêmio por nós. Dale. Texto do Marcio Abreu (@marcioabreu).

sábado, 5 de novembro de 2011

Calma, galera!

  Bom galera. 21:05 da noite, o Grêmio acaba de perder por 2x0 para o Atlético-MG na Arena do Jacaré. Acompanhei o Twitter durante o jogo, e duas coisas me chamaram atenção: a atual corneta em cima do Victor e as declarações pós-jogo da torcida do Grêmio.
  Pra começar, gosto muito do Victor sim. Acho que um goleiro que ataca tanto não desaprende de uma hora pra outra. E isso nem deveria entrar na discussão, porque ele atacou MUITO hoje. No lance do primeiro gol, não foi falha dele de jeito NENHUM. A bola ía no cantinho, ele defendeu, rebateu (porque quem já foi goleiro sabe que AQUELA bola não dava pra pegar - e eu era ruim o suficiente na escola pra ficar no gol, hehehehe) e a zaga não foi muito rápida para tirar o rebote. E o segundo gol, sério, goleiro nenhum pegava aquela bola.
  Além disso, uma derrota contra o Atlético-MG fora de casa, na crescente que ele vinha, não é nenhum resultado fora do normal - embora estivéssemos com uma a mais durante todo segundo tempo. Isso eu coloco na conta do Roth. O que não entendo é o comportamento de uma parte da torcida ultimamente. 
  O Grêmio goleia historicamente o Flamengo num jogo, e todos ficam: "Esse é o Grêmio de verdade, os jogadores foram guerreiros, raça e gana pela vitória". Esse mesmo time perde na rodada seguinte (com uma atuação pífia, eu sei), e os mesmos falam assim: "Tá tudo errado, esse não é o Grêmio que eu conheço, jogadores chinelinhos". Vamos nos acalmar, pessoal. Ou é 8 ou é 80. Se não gosta do time, não pode mudar de opinião tão rapidamente. 
  Eu, particularmente, não me animo nem me desanimo em excesso com o time atual. Acredito que temos vários aspectos para melhorar, mas temos virtudes também, que não podem ser esquecidas. Com alguns reforços pontuais, como já falei, temos chance de título importante no próximo ano. Não devemos ter opiniões flutuantes só pela vontade de ganhar títulos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Bons Ventos

 Beleza, pessoal? 09:05 de uma quinta-feira, dia 03/11 (faltam 11 pro meu aniversário de 19 anos). E aqui estou eu postando algo no meu blog sobre o Grêmio - Neymar com 19 anos vai estar multimilionário, mas não vamos entrar no mérito da questão. Campeonato acabando (não sei se esse ano chamamos de Teixeirão 2011 ou Orlandão 2011... voto pro segundo), Grêmio sem nada mais pra disputar na tabela. Vamos ser francos, Libertadores pra nós esse ano é sonho. Acho praticamente impossível chegarmos à pontuação necessária para nos classificarmos diretamente, porque caso nos classifiquemos para a Pré-Libertadores, isso acaba com o planejamento de pré-temporada - vide esse ano, no qual o Grêmio, em momento algum, apresentou um padrão de jogo confiável, muito também pela falta de uma pré-temporada adequada (além das já citadas falta de reforços, troca de preparador físico, etc).
  Então, o que nos resta é jogar Copa do Brasil e Sulamericana no próximo ano (e, posso estar muito enganado, mas acredito que estaremos acompanhados do coirmão nas duas... hehehehe). As duas dá pra ganhar, com alguns reforços pontuais, e manutenção da base do grupo. Mas eu sinto que, na próxima temporada, o Grêmio VAI ganhar algo grande. Por tudo que o próximo ano representa: despedida do Olímpico, inauguração da Arena, e, PRINCIPALMENTE, por ser o último ano do mandato do Paulo Odone. Ele vai querer ganhar algo pra salvar o mandato, especialmente no primeiro semestre. Com essa vou embora, pessoal. Saudações, e comentem!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Gladiador na Arena?

  Desculpa, pessoal, pela piadinha infame no título (hehehe), mas foi a única coisa que me lembrei agora pra entrar nesse assunto. Kléber, atacante, 28 anos, atualmente afastado do elenco do Palmeiras, tem chances de vir para o Grêmio. Pessoalmente, gosto do estilo dele, do espírito lutador, da entrega, mas também acho que ele pode maneirar de vez em quando. Quantas vezes ele já foi suspenso por cartão vermelho nos últimos anos? Com certeza muito mais que muitos volantes e zagueiros do Brasil. Quanto ao quesito técnico, Kléber cairia como uma luva no atual esquema tático do Grêmio, o 4-2-3-1, pois ele possui bastante mobilidade e sabe atuar de costas para o gol também. Além do que, seria uma BAITA jogada de marketing ter o GLADIADOR na ARENA (desculpem, falha minha de novo... hehehehe).
  Outro quesito levantado pela imprensa, na pessoa do jornalista Rica Perrone (pelo qual eu tenho profunda admiração) foi que o Grêmio estaria trazendo um traidor quando tem vaiado outro traidor. Com isso eu não concordo. O caso ronaldinho já passou da fase da traição (eu chamaria de dupla, á luz dos fatos). E Kléber não fez nada nem parecido com o que ronaldinho nos fez. Não chamaria Kléber de traidor, chamaria de "perfil com temperamento difícil", e o Grêmio tem tradição de fazer esse tipo de jogador jogar bola (vide Roger, PC Caju, Hugo, entre vários outros).
  O único porém na vinda dele pro Grêmio é que, vindo Kleber, Felipão não vem. Eu gostaria que o Felipão viesse para o Grêmio, pois essa seria a chance de ambos se reciclarem no futebol, respirar novos ares, etc. E você, o que acha? Comente abaixo, e participa desse debate, tchê! Saudações Tricolores!